18 dezembro 2008

O FEITIÇO DO LUAR 2

Amor, há quanto tempo não te vejo?

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A janela está aberta e vejo a tarde se despedir.
A brisa escorrega pelas ondas dos cabelos e sopra confissões aos ouvidos.
Alguém mais escutaria as vozes que me atordoam?
Aqui estou no interior de um ônibus numa fuga irascível em busca de silêncio para meus conflitos e minhas dores. Mas será possível fugir?
Meus avós esperam com a mesma hospitalidade e o mesmo amor, entretanto eles não serão capazes de perceber que algo fantasmagórico me perturba.


© Marcos Aurélio da Silva Costa 2008
Obra registrada e protegida.

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